Uma Nova Ordem Mundial é inevitável. Seja ela vinda do Islã, Rússia-China ou de qualquer outro sistema, ela, a NOM, irá surgir. O cumprimento das profecias são inevitáveis.
Confira:
A
Rússia e China pretendem rever a ordem mundial, formada nos últimos 70
anos, declarou o vice-ministro da Defesa dos EUA, Robert O´Work, ao
intervir no Conselho Americano para Relações Internacionais.
Nas suas palavras, a tarefa de Washington consiste em
convencer-se de que Pequim e Moscou não irão usar a força para garantir
os seus interesses.
O vice-ministro da Defesa dos EUA
está preocupado com o fato de os dois países reforçarem suas posições ao
lado de suas fronteiras – a Rússia no oeste e a China – em mares
adjacentes. “Devemos dispensar atenção especial a essa circunstância.
Temos de determinar ao nível estratégico como iremos trabalhar agora com
duas potências regionais muito fortes”, assinalou O´Work.
“A
Rússia e China gostariam de alterar alguns aspetos da ordem mundial,
formada após a guerra. Mas esses países devem conhecer que os EUA podem
responder com métodos militares à ameaça a seus aliados”, apontou o
vice-ministro.
O que subentendia o funcionário americano
referindo-se à alteração da ordem mundial? A América havia utilizado
seu domínio econômico após a Segunda Guerra Mundial para reforçar sua
influência no mundo. Ao mesmo tempo, até os finais dos anos 80, a
situação no mundo esteve em equilíbrio graças a um outro sistema
sociopolítico, a União Soviética, que se encontrava em estado de guerra
fria com os Estados Unidos. Mas, em resultado da desintegração da URSS, a
América livrou-se de seu único rival.
Sob a cobertura
da garantia da segurança coletiva e da contraposição com métodos da
força ao terrorismo, os EUA começaram a entrar em territórios de outros
países, instaurando lá regimes pró-americanos. Tais métodos, contudo,
não sempre levaram aos fins marcados. Isso, em parte, explica a
preocupação dos Estados Unidos, considera o vice-diretor do Instituto
dos EUA e do Canadá, Pavel Zolotarev:
“Ainda em 2008, o
então presidente da Ucrânia, Viktor Yuschenko, pretendia concretizar o
programa da entrada do país na OTAN. Os Estados Unidos tentavam também
arrastar a Geórgia para a aliança militar com a ajuda de Mikheil
Saakashvili. Destaque-se que os líderes ucranianos e georgianos
coordenavam entre si esses esforços. Assim, grupos militares e meios de
defesa antiaérea ucranianas foram instalados no território da Geórgia.
Esta foi a primeira tentativa de alterar radicalmente a situação na
região”.
A segunda tentativa havia sido preparada
durante muitos anos, aponta o vice-diretor do Instituto dos EUA e do
Canadá. Forças pró-americanas chegaram ao poder na Ucrânia através de um
golpe de Estado. Previa-se que a Rússia teria o acesso limitado ao mar
Negro e, afinal das contas, perderia a base naval na Crimeia.
Esta
operação também fracassou. Em resultado de um referendo, a Crimeia
anunciou a independência e posteriormente aderiu à Rússia. O malogro do
cenário de afastamento da Rússia da Crimeia provocou uma onda de
descontentamento no Ocidente. Pelo visto, é nisso que se encerra a
ameaça que a Rússia representa para os aliados dos EUA, da qual falou o
vice-ministro da Defesa americano, Robert O´Work.
Mas
qual é a culpa da China? Com o crescimento de sua potência econômica, a
China não quer mais ficar na sombra no palco de política externa. O país
tenta alargar sua influência na Ásia. Em parte, essa postura
manifesta-se no fato de a China ter começado a declarar mais rigidamente
seus interesses em disputas territoriais, o que irrita muito os Estados
Unidos, diz o dirigente do Centro de Segurança Internacional, Alexei
Arbatov:
“A China, por exemplo, reclama direitos à ilha
de Spratly, pretendendo monopolizar nesse território a extração de
hidrocarbonetos. Esse fato preocupa muito Vietnã, tal como Indonésia,
Tailândia e Malásia. Os receios daqueles países não são vãos. Obama
tentará conseguir que a China não crie ameaças para os aliados
americanos mais próximos, como o Japão, Coreia do Sul, países do Sudeste
Asiático”.
Na realidade, a América não quer
simplesmente perder suas esferas de influência, nas quais assenta a nova
ordem mundial. Por isso, o crescimento da influência da China se
classifica como ameaça a aliados e a integração voluntária da Crimeia na
Federação da Rússia se considera como anexão.
O
problema não consiste em que outros países alteram artificialmente a
distribuição das
forças que se formou há 70 anos. O mundo não é imóvel,
aparecem novas potências capazes de competir econômica e
geopoliticamente com o antigo líder. Ao mesmo tempo, a possível
aproximação de concorrentes é o aspeto mais desagradável para os Estados
Unidos.
Assim, por exemplo, a mídia americana havia
declarado repetidas vezes que a aproximação de Moscou e Pequim é pior
que uma guerra fria para Washington. Conjugando seus esforços, os dois
países podem ultrapassar militarmente os EUA, não deixando para a
América um lugar na Ásia.
Fonte: Voz da Rússia
