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domingo, 17 de agosto de 2014

Brasil infectado: Hospital Conceição poderá receber pacientes com ebola no Rio Grande do sul

Secretaria da Saúde do RS elabora plano de contingência para ebola

Em Porto Alegre, Hospital Conceição é referência para tratamento do vírus

O vírus ebola, que já matou quase mil pessoas na África, é no momento uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que acredita na criação de uma vacina somente em 2015.

Embora o Brasil não seja um País que receba muitos africanos, o governo federal já estabeleceu algumas normas para cuidar de casos suspeitos da doença.

O Rio Grande do Sul, no entanto, ainda não tem o plano de contingência pronto para o ebola. O programa está em processo de elaboração, segundo a técnica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde Marilina Bercini.

"O plano de contingência ainda está sendo elaborado. Ele ainda não está pronto porque precisamos definir a situação das cidades do interior e isto leva algum tempo. É bom salientar que o planejamento para Porto Alegre está definido e já conta até com o hospital referência, que é o Conceição", disse nesta segunda-feira em entrevista ao site do Correio do Povo.

Marilina afirmou que os profissionais da saúde estão avisados sobre como proceder em caso de chegada do vírus em solo gaúcho. A técnica destacou que os aeroportos do Brasil já contam com postos avançados que estão preparados para identificar uma possível contaminação do ebola.

"A Anvisa é responsável por estes postos. Nós já estabelecemos, de acordo com a norma federal, a maneira de transportar o paciente e de como isolá-lo. É importante dizer que o sistema está organizado e a população não irá desassistida", garantiu. A técnica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde comentou que o interior não é mais vulnerável à chegada do vírus do que a Capital.

"O que precisa ser cuidado é a origem do paciente. No momento, existem pelo menos quatro países onde o ebola está concentrado: Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa. Se algum caso surgir nas cidades do interior, o paciente será encaminhado ao hospital de referência mais próximo, o que significa dizer que ele não precisa ser transportado para Porto Alegre", explicou Marilina.

Marilina disse que o ebola, conhecido desde 1976, nunca teve um comportamento tão agressivo como agora. Ela garantiu que não há risco de contato imediato por se tratar de uma "doença lenta".

"Na década de 70, nós tínhamos cerca de 100 casos de ebola. Agora, os quadros aumentaram porque a prevenção nos países africanos não é feita de forma adequada, muito pela característica cultural daquele continente, de às vezes não acreditar no trabalho da medicina", argumentou.


O nome da denunciante do Hospital foi mantido em sigilo pela própria segurança dela.)



Referência: CBN Brasil

Fontes: Libertar , Correio do Povo  e Nos dias de Noé

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pasta 'Colgate Total' contém substância que pode causar câncer

Em todo canto há perigos para a saúde...

Leiam:
 
Triclosan, encontrado na Colgate Total, tem sido associado à doença em animais. Fabricante garante segurança.

RIO - O creme dental que você coloca na boca algumas vezes ao dia pode estar ligado ao crescimento de células cancerígenas, segundo matéria publicada pela "Bloomberg News". Apesar de aprovado há mais de uma década pela FDA, agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, o ingrediente triclosan, encontrado na Colgate Total, tem sido associado ao crescimento do câncer em animais, diz a empresa de comunicação. A fabricante refuta os argumentos da reportagem.

A fabricante afirma que o produto é seguro, tendo sido aprovado por rigorosos testes. Além disso, segundo a empresa, os resultados obtidos pela pesquisa não são relevantes. A Colgate informou também que a eficácia e a segurança do produto são apoiadas por mais de 80 estudos clínicos envolvendo 19 mil pessoas. Segundo o porta-voz da Colgate, Thomas DiPiazza, a empresa também apresenta relatórios anuais ao FDA, revisando novas descobertas da ciência e de segurança.

Segundo a reportagem, os reguladores de medicamentos estão atualmente revisando os perigos de triclosan, um produto químico doméstico comumente usado, que ajuda a reduzir a contaminação de bactérias. De acordo com o FDA, o triclosan é encontrado em antibacterianos como sabão para as mãos, utensílios de cozinha e brinquedos para crianças, bem como em um dos cremes dentais mais vendidos do país - Colgate Total. Mas as descobertas do processo de aprovação do FDA da Colgate Total em 1997 mostram que a pasta de dente pode não ser tão segura quanto a empresa diz.

A FDA não havia divulgado o resumo de 35 páginas de toxicologia da Colgate Total e triclosan até o início de 2014, após uma ação da Lei de Liberdade de Informação movida em 2013. Depois de alguma pressão da Bloomberg News, a FDA também publicou os resultados em seu site.

No relatório, o FDA foi cauteloso sobre determinadas características da Colgate, colocando em questão não só os perigos potenciais de triclosan, mas também que ela pode tratar gengivite - que o FDA aponta que não é auto-diagnosticável - e acabar com a placa dental.

Uma das maiores revelações, de acordo com a Bloomberg News, é o fato de que a Colgate não considerou relevantes os experimentos com triclosan feitos em animais, e afirmou que seu produto é seguro.

Segundo a FDA, não se sabe com certeza se o triclosan é perigoso para os seres humanos. Embora os testes em animais nem sempre levam aos mesmos efeitos em humanos, essas experiências com animais anteriores levaram a FDA a abrir-se mais pesquisas sobre triclosan.

Já cientistas dizem que não é incomum - ou errado - atentar para esses produtos químicos comuns, especialmente porque estamos expostos a milhares deles todos os dias.

- Criamos um sistema em que estamos testando esses produtos químicos na população humana. Amo a ideia de que eles são todos seguros - afirmou à Bloomberg News o professor da Universidade de 
Massachusetts, Thomas Zoeller. Ele complementou, no entanto, que quando temos estudos em animais que sugerem o contrário, estamos assumindo um risco grande.

OUTRAS EMPRESAS

Em maio, legisladores de Minnesota votaram para proibir o químico e um mês antes a Avon anunciou planos para eliminar progressivamente triclosan de seus produtos cosméticos e de cuidados pessoais. Embora a Avon tenha dito que a evidência científica "apoia o uso segura de triclosan", a empresa cedeu à pressão dos consumidores para soltar a substância química de seus produtos de consumo.

Em agosto de 2012, a Johnson & Johnson anunciou planos para remover uma série de substâncias química potencialmente prejudiciais, incluindo triclosan, a partir de sua linha de produtos de consumo de adultos até o final de 2015. A empresa já se comprometeu em novembro do ano passado a remover produtor químicos específicos de seus produtos para bebês, tais como o shampoo Johnson.

Fonte: O Globo.com.br