Mostrando postagens com marcador Iraque. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Iraque. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Jovem 'marombado' vira jihadista 'hipster' de califado na Síria

Rico e vaidoso, Islam Yaken largou tudo e virou militante islâmico. 

Egípcio é graduado por universidade renomada e fluente em três idiomas.


A imagem de um jovem de vasta cabeleira cacheada, barba e óculos de armação grossa, montado em um cavalo e com uma espada em punho tem causado reboliço entre egípicios nas redes sociais nesta semana. A razão não é apenas o visual do membro do califado criado na fronteira entre Iraque e Síria, que foi batizado de jihadista "hipster" (estiloso) e virou o novo ícone do Estado Islâmico. O mais surpreendente, segundo relatos de pessoas que dizem conhecer o rapaz, é a sua história.

Seu nome é Islam Yaken e ele seria um jovem egípicio de família abastada. Fluente em três idiomas, foi educado em um colégio francês em um bairro rico do subúrbio do Cairo, próximo ao palácio presidencial, segundo informação do jornal britânico "The Telegraph".

Em uma viagem à Síria, virou militante do Estado Islâmico, formado por rebeldes que ocuparam regiões deste país e do Iraque. Os jihadistas lutam para estabelecer a lei islâmica.

Antes um jovem "marombado" que gostava de exibir nas redes sociais o corpo definido, com séries de fotos feitas na academia, Islam agora usa o Twitter para vangloriar o líder do califado, Abu Bakr al-Baghdadi, e as táticas violentas do grupo – algumas vezes com fotos sangrentas.

"A história de Islam Yaken é assustadora", escreveu em sua conta do Twitter Aliya Mikkawi, que se identificou como ex-colega de classe do jovem. Segundo o "Al Arabiya News", Islam se formou em direito na prestigiada Universidade Ain Shams no ano passado. A educação refinada do jovem que passou a lutar no califado na Síria chamou a atenção dos egípicios.

"A conversa dos egípicios nas últimas 24 horas nas redes socais são apenas sobre esse jovem garoto chamado Islam Yaken", disse o comentarista político Sultan al-Qassemi em sua página no Facebook. 
 
Amigos surpresos

Ao "Al Arabiya News", um amigo de Islam, que preferiu não ter o nome divulgado, contou que o rapaz é "uma pessoa muito respeitosa e solícita". "Era realmente divertido, sempre fazendo piadas, sempre com um sorriso no rosto", contou.


Islam Yaken, jovem egípcio que virou jihadista no califado entre Síria e Iraque (Foto: Reprodução/Twitter/Tom Gara/A.S.H)
Islam antes de entrar para o califado, e depois, já na Síria (Foto: Reprodução/Twitter/Tom Gara/A.S.H)
 
O amigo disse ainda que todos ficaram surpresos com a transformação de Islam, que nunca comentava nada sobre o califado e costumava compartilhar na internet informações sobre como manter a forma e ter uma rotina de exercícios.

Ele conta que após dois anos de amizade, de repente perdeu contato com Islam e ficou chocado ao saber que o jovem havia se tornado um jihadista.

No YouTube, Islam tem vídeos em que mostra alguns exercícios. Ahmed Ali, funcionário da academia frequentada por Islam no Cairo, confirmou que o jovem malhava no local, porém não quis dar mais informações ao jornal.

Atualmente, as contas de Islam nas redes sociais estão desativadas.

Os jihadistas que proclamaram a criação de um califado nas zonas conquistadas do Iraque e Síria se apresentam como herdeiros de um regime que existiu da época do profeta Maomé até um século atrás.

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que a partir de agora se chama Estado Islâmico (EI), pediu a todos os muçulmanos que jurem lealdade a seu chefe, proclamado califa, o que representa uma ameaça para o papel da Al-Qaeda na causa jihadista mundial. Eles já tomaram o controle de 17 cidades.

Fonte: G1

É guerra - Estados Unidos fazem primeiro bombardeio contra radicais no Iraque

Os Estados Unidos bombardearam posições de artilharia do Estado Islâmico (EI) no Iraque que ameaçavam funcionários americanos baseados em Irbil, na área autônoma curda no Iraque, anunciou nesta sexta-feira (8) o Pentágono.


Dois aviões de caça, modelo F/A-18, lançaram bombas guiadas a laser em uma peça de artilharia móvel perto de Irbil, segundo o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby.

Kirby disse que os rebeldes islâmicos estavam usando a artilharia contra as forças curdas que defendiam Irbil, onde os militares dos EUA estão localizados.

O presidente Barack Obama disse na quinta (7) que havia autorizado um bombardeio limitado para evitar o "genocídio" e neutralizar a ofensiva dos radicais sunitas, que capturaram áreas do norte do Iraque e avançaram para próximo da capital regional autônoma curda, Irbil.

Desde que os radicais iniciaram uma ofensiva relâmpago em junho no Iraque, declarando um califado (Estado que segue as leis islâmicas) em áreas tomadas no país e também na Síria, é a primeira vez que os EUA optam pela ação militar.

Obama disse que os ataques aéreos, que seriam os primeiros dos EUA no Iraque desde a retirada americana do país em 2011, também poderiam ser usados para apoiar as forças iraquianas e curdas, que tentam romper o cerco à montanha de Sinjar, onde dezenas de milhares de yazidis se abrigaram, fugindo do EI.

Os yazidis, uma etnia curda que segue o Zoroastrismo, estão entre os poucos grupos minoritários pré-islâmicos que sobreviveu durante séculos no norte do Iraque.


Folhapress e O Tempo.com.br

Obama estuda bombardear Iraque para conter grupo, diz jornal americano

Não gosto muito de ficar fazendo previsões pela internet, mas tudo nos leva para uma grande guerra. É rumores de guerra aqui e ali. Certo de que todas as grandes guerras foram e são arquitetadas pela elite sombria. Que o Pai nos livre desse dia de caos.

Confira:

 O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, não confirma a informação, mas disse que os Estados Unidos estão incomodados com o avanço dos extremistas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera fazer bombardeios no Iraque e enviar ajuda para 40 mil curdos que estão cercados por militantes do Estado Islâmico, informou nesta quinta (7) o jornal "The New York Times".


Os curdos, da etnia yazidi, se refugiam desde o último domingo (2) nas montanhas de Sinjar, após a cidade homônima ter sido invadida pelo grupo radical islâmico. Além deles, outras 160 mil pessoas deixaram a cidade em dois dias, segundo a ONU.

Membros do governo americano consultados pelo "New York Times" afirmam que Obama analisa opções para intervir no conflito, como o envio por via aérea de ajuda humanitária até atacar os radicais islâmicos na parte baixa da montanha.

Segundo o "New York Times", o governo americano adia a implantação de qualquer ação militar contra o Estado Islâmico até que o Iraque tenha um novo governo e que o primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nuri al-Maliki, deixe o cargo.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, não confirma a informação, mas disse que os Estados Unidos estão incomodados com o avanço dos extremistas e com a perseguição às minorias étnicas no norte do Iraque.

Apesar da consternação, ele considera que "não há soluções militares americanas para os problemas no Iraque". "Esses problemas devem ser resolvidos apenas com soluções políticas tomadas pelos iraquianos".
 
Avanço

A tomada da região de Sinjar provocou o aumento da preocupação do Curdistão iraquiano com o avanço dos militantes islamitas. O território autônomo, que faz fronteira com Síria, Irã e Turquia, é considerada a única área estável do Iraque.

Nos últimos dias, os curdos pediram ajuda militar e humanitária aos Estados Unidos. Os EUA protegeram os curdos dos ataques do ditador Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo, em 1991, com o envio de ajuda humanitária e a implantação de exclusão aérea na área onde hoje é o território autônomo curdo.

Nesta quinta, rebeldes do Estado Islâmico controlaram um posto militar perto da fronteira do Curdistão iraquiano e da cidade de Irbil, capital da região autônoma, e invadiram Qaraqosh, cidade cristã da qual fugiram mais de 100 mil habitantes.

O grupo radical islâmico obriga os membros de outras etnias, como cristãos, drusos e yazidis, a se converter ao islamismo. Caso contrário, eles são mortos por seus combatentes.

Diante da ofensiva do Estado Islâmico, a França convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. O presidente francês, François Hollande, também ofereceu apoio financeiro ao governo autônomo do Curdistão.


Folhapress e O Tempo.com.br